25 junho 2007

Liderança Servidora: mito ou realidade?


Depois do sucesso do livro o Monge e o Executivo, de James Hunter, um conceito que não é tão novo no mundo começa a fazer parte da vida das empresas. Trata-se da liderança servidora, que se baseia na teoria que para ser um verdadeiro líder tem que servir.
Entretanto ficamos em dúvida até onde esse conceito é válido. Se usarmos o exemplo de Jesus Cristo, que é o principal personagem dessa teoria, notaremos que ele nasceu a dois mil anos atrás. Então esse tipo de liderança não é algo novo, há muito tempo existe, só que nunca foi vivida pela maioria dos líderes que conhecemos. Se fizermos uma retrospectiva de todos os grandes líderes que nós conhecemos na história veremos que eles lideraram com mão de ferro, poucos foram aqueles que o povo os seguiram de boa vontade.
Observando o mundo atual vemos que é um mundo de competição, da busca dos melhores e exclusão daqueles que demonstram serem menos eficientes. É fácil dizer para os empregados que eles são importantes, mas a realidade é diferente, pois, eles sabem que se errarem, logo serão substituídos por outros mais competentes. Nesse cenário parece quase impossível falar de liderança servidora, que ela se trata de um mito, não da realidade. Isso é tão constante na vida diária, que até mesmo as faculdades de administração que deveriam criar esse novo tipo de líder, têm seus funcionários agindo de maneira autocrática e conservadora, se baseando em suas vontades individuais.
Não quero aqui trazer uma perspectiva negativa sobre a liderança servidora, mas elas nos parecem ainda um pouco distante da vida dos empregados. Muito tem que se feito para que ela deixe de ser um mito.