09 agosto 2011

Para Que Todos Sejam Um


Quais as palavras de pessoas queridas que você guarda com carinho e que orientam sua vida? Certamente temos palavras de pessoas que marcam nossas vidas e em um momento, ou outro, nos pegamos pensando nelas.

Em João 17, Jesus está orando pelos seus discípulos. As palavras de Jesus marcaram profundamente os seus discípulos, e agora quando eles passavam por momentos de tribulação, dúvidas, abandono e perseguição, nada melhor do que lembrar que seu Mestre tinha orado por cada um deles. Eles poderiam se sentir seguros, pois Jesus estava com eles.

Mas a oração de Jesus não foi apenas por aqueles que estavam com ele naquele momento. Jesus ora por aqueles que irão crer nele no futuro. Olha que coisa maravilhosa, Jesus orou por mim e por você. E qual foi o pedido nessa oração? Isso mesmo: Para que todos sejam um. Jesus nos ensina que não precisamos viver sozinhos, isolados, longe de nossos irmãos, precisamos nos tornar um só. O modelo a ser seguido é o de Jesus com o Pai (Jo 10,30). Existe uma unidade tão intensa entre o Pai e o Filho que quem vê o rosto de um vê também o do outro.

Unidade não é uniformidade, mas sim permanecer no amor, apesar de todas as dificuldades e conflitos. O amor deve ser o sinal da presença de Deus no meio do seu povo. É o amor entre nós que vai revelar ao mundo à profunda mensagem de Jesus.

08 agosto 2011

Semear


Aprendi cedo o que é semear. Nasci realmente em um pé de serra, em pleno sertão nordestino. Lá vivi a minha infância, a espera das chuvas chegaram para poder arar a terra e assim vivermos do seu fruto. Semear nada mais era do que espalhar as sementes pelo campo em tempo propício. Semear era uma ação em três tempos: passado, presente e futuro. Era necessário antes preparar a terra para que as sementes fossem lançadas, e assim aguardarmos pacientemente pela nascimento do seu fruto. Não poderíamos semear se o tempo não fosse propício, mas quando as chuvas demoravam, mesmo assim semeávamos. Algo dentro de nós nos dizia que daria certo, que as chuvas voltariam a cair, e se elas não caíssem, certamente o culpado não seríamos nós, pois acreditávamos que elas viriam.

Quando descansávamos ao meio dia, os mais velhos falavam das histórias que eram contadas pelas redondezas, da maldade de alguns e como o caminho errado de outros proporcionaram a eles momentos de sofrimento. Então aprendi que semear não era somente no campo, mas também na vida. E na vida, mesmo nos mais singelos momentos, estamos semeando. Duramente, percebi que “quem semeia ventos, colhe tempestades”.

Então, quando cresci saí a semear, como aquele semeador dos evangelhos. Algumas das sementes simplesmente caíram do meu bisaco, fui descuidoso no falar, no agir, irresponsável no amar. Não julgo que as sementes que levava eram ruins, poderiam não ser exatamente boas, mas tinha algum valor. Eu poderia ter sido mais cuidadoso com elas. Percebi que muitas vezes semeamos em lugares inapropriados, e quando fazemos isso não adianta esperar frutos.

Mas, ainda não aprendi qual é o tempo apropriado. Ainda me sinto como aquela criança com o seu pequeno bisaco, no seu pé de serra, arando e semeando a terra, sem ver a possibilidade da chuva, mas acreditando que ela virá no tempo propício dela mesmo.