09 novembro 2011

O Som Que Embala a Minha Vida

Estava agora pouco deitado na rede e escutando Super Duper Love, da cantora inglesa Joss Stone. O também inglês, mas poeta, Robert Browning, dizia que: "quem ouve música, sente de repente, sua solidão povoada". Concordo plenamente com essas palavras, apesar de não ter nascido para cantar, sinto que a música é algo que acalma a minha alma e desperta sentimentos que eu não sei bem explicar, então fico com a definição de Schopenhauer: "A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende". Esse é um post meio diferente no meu blog, gostaria de apenas postar algumas músicas interessantes que guardo na memória.


A primeira música que eu me lembro ter ouvido não foi nenhuma canção de ninar. Eu morava na zona rural do sertão paraibano e o meu pai tinha um cassete do Sérgio Reis. Ele ouvia a música e voltava no rec. O refrão ficou na minha cabeça por longos anos: "nesta casa tem goteira, pinga ni mim..."


Na minha adolescência os meus ouvidos foram regados por muito forró. Quem mora no Nordeste certamente me entenderá. Então algumas bandas me marcaram muito, mas uma música em especial conseguiu retirar as minhas primeiras lágrimas de emoção por sua letra tão bem elaborada. A história do vaqueiro, que é proibido de casar com o seu grande amor porque ela é filha de um coronel da região.


Em 2011 eu passei a fazer parte da Igreja Presbiteriana Independente. E igreja é um lugar que tem muita música. Éramos adolescentes que amavam dançar e apresentar peças de teatro na rua. A nossa canção mais famosa era: "Minha Pequena Luz, eu vou Deixar Brilhar".


Aí vem o primeiro amor. Nesse tempo música não é mais sinônimo de alegria, e dependendo de qual você está escutando, pode lhe levar para baixo. Até hoje quando escuto essa canção me vem a lembrança dela. Para não lembrar muito, acabo nem escutando, até porque a música não é muito boa.

Sempre gostei de ouvir Chico Buarque, Maria Bethania, Chico César, Belchior, entre outros. Por causa deles sofri muita discriminação; Desejo finalizar com duas músicas. A primeira é da Adele, One and Only, essa música me inspira e trás uma estranha coragem. A segunda, é Casinha Branca, cantada por Maria Bethania: esse som embala minha vida, traz em sua letra os meus sonhos.



E qual música embala sua vida?



06 novembro 2011

Seduzido Por Deus


A vocação de Jeremias é descrita no capítulo 1 de forma bela: Deus lhe apresenta a missão, tocando em sua boca e colocando suas palavras. Deus confia a Jeremias a missão de destruir, arrancar e plantar a justiça divina (1,4-10). Jeremias resiste dizendo que não sabe falar: “Ah! Senhor Deus, eis que eu não sei falar, porque sou ainda uma criança!”. E Deus mesmo diz: “Não tenhas medo deles agora, pois do contrário, eu farei com que você fique com mais medo ainda quando estiver no meio deles (1,17).

Quando olho para Jeremias, vejo uma pessoa marcada pelo medo e por muita crise. Na verdade, ele era um profeta medroso. Ele afirma que Deus o seduziu, e seduzido ele ficou. Teve a sua vida modificada, mas reclamava e protestava a Deus por causa disso. Responsabiliza Deus por toda a sua desgraça, pois ninguém queria ouvi-lo e muitos zombavam dele.

“Mas o medo e as limitações humanas são inerentes a vocação”. Deus não nos livra de todas as dificuldades, ao contrário, elas existem e resistem em nossas vidas para forjar um caráter em nós semelhante aquele que nos chamou. Lendo a história de Jeremias percebemos que quando Deus chama alguém, é porque este já é íntimo Seu: “Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei” (1,5). A vida do “vocacionado” não pertence a ele mesmo, pertence a Deus, antes mesmo dele nascer.

São por essas razões que o “vocacionado” não consegue ficar quieto diante da injustiça que se coloca a sua frente. Ele sente que não pode fazer outra coisa, senão denunciar, denunciar e denunciar. Em Jeremias 20, ele afirma que não irá mais falar em nome de Deus, que vai esquecer o Senhor, mas de repente acontece algo e ele exclama: “a tua mensagem fica presa dentro de mim e queima como fogo no meu coração. Estou cansado de guardá-la e não posso mais agüentar”(20,9).

Com isso aprendemos que as incertezas, crises e medos farão parte de nossas vidas. Mas, o fogo abrasador que está dentro de nossos corações, que nos formou no ventre de nossas mães, não se apagará e fará com que levantemos com mais força e vigor para anunciar a mensagem que está presa em nossa garganta. Então não há outro caminho, a não ser deixar-se seduzir por Deus.