24 dezembro 2011

Projeto 2012 - O Caixa



Desejo adicionar a essas linhas seguintes outras linhas, várias outras linhas. Essa será uma das minhas metas no ano de 2012, que comecei nesse ano.

Eu não sei como contar uma história. Não consigo colocar as palavras nos lugares corretos e o meu pensamento às vezes é muito disperso. Não pretendo que vocês sintam pena de mim e nem que se sintam forçados a continuarem a ler se não gostarem. Afinal, sempre que procurei agradar alguém acabei me ferrando. Não desejo agradá-los, o tempo passou , é tarde demais.

Busquei encontrar soluções diversas para os meus problemas, e descobri que esses são os meus problemas e o que eu mesmo era um grande problema, conveniente e aproveitável quando necessário, descartável nos outros momentos. Talvez por isso me tornei aquilo que esperavam que eu fosse. Isso mesmo, eu sabia que chegaria aqui, eles sabiam, você perceberá que também sabia. Entretanto é mais fácil fingir que não se sabe, do que saber e mostrar que sabe e assim torna-se responsável por tudo o que aconteceu. É a mesma história que ouvi várias vezes, sem lei não há pecado, então se não conheço, não tenho responsabilidades. Esqueceram de avisar que é pior saber e fingir que não sabe. Ver e ao mesmo tempo não enxergar, ouvir e ao mesmo tempo não escutar, mostra-nos como somos seres incompletos e incapazes de sermos humanos.

Mas será que não estou errado? Talvez o instinto humano nos mostre que outros humanos nasceram superiores a nós. Sim, deve ser isso, eu nasci nessa condição miserável porque o Criador de todas as coisas desejou assim, não mudarei minha situação, pois sou incapaz de fazer, tudo está delimitado e jamais deve ser questionado. É normal morar onde sempre morei, nas mesmas condições, que não são sub-humanas, já que estamos certos que esse conceito não existe. Ou melhor, esse conceito existe, mas é uma confusão criada por meia-dúzia de desocupados que acreditam que os todos os seres humanos são iguais. São conceitos, idéias abstratas, não tratam da realidade totalmente.

Realidade, realidade. Tantas vezes tentei fugir dela, transformar a loucura em lucidez. Desejei que os trapos que me vestiam fossem transformados em vestes dignas, que outros olhassem e sentisse orgulho, ou mesmo inveja de mim. Brincava para fugir da realidade, criava o meu próprio mundo, fantasiado de alegorias, de um colorido que trouxesse a esperança. Naquele tempo, ainda achava possível ter esperança, mesmo sem compreender do que necessariamente se tratava esse sentimento...