A certidão de nascimento é o primeiro e mais básico documento na vida de um brasileiro, fundamental para o acesso a serviços de saúde, educação, moradia e demais direitos. Ela representa, mais do que um papel, o reconhecimento oficial do Estado sobre a existência de uma pessoa. Sem ela, a criança torna-se invisível perante o poder público, impedida de acessar políticas básicas e de exercer sua cidadania plena. Embora o registro civil seja gratuito e possa ser realizado em qualquer cartório do país, o Brasil ainda convivia, em 2015, com cerca de 600 mil crianças que não “existiam” oficialmente por falta de registro ao nascer. Esse contingente silencioso revela uma das faces mais perversas da desigualdade social: o sub-registro atinge desproporcionalmente populações vulneráveis, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e famílias de baixa renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Em Fortaleza, a realidade não era diferente. Levantamentos realizados à época apontavam que apr...
Foto Ilustrativa Nesta semana, abri o site UOL e encontrei a seguinte notícia: "Banco do Bispo Edir Macedo preocupa o Fundo Garantidor de Créditos (FGC)." De acordo com o conteúdo da reportagem, o banco Digimais, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e ao Partido Republicanos, opera com patrimônio negativo estimado em R$ 8,5 bilhões. Reportagem da revista Piauí destaca que o Digimais adotaria estratégias semelhantes às do Banco Master, como inflar artificialmente o valor de fundos para melhorar balanços e ampliar a emissão de CDBs. Semelhante ao Banco Digimais, o Banco Master, já liquidado pelo Banco Central e no centro de uma das maiores crises da república brasileira, possuía ligações com grupos cristãos. No caso do Master, sai a Igreja Universal e entra a Igreja Batista da Lagoinha. A Lagoinha Belvedere, localizada em Belo Horizonte, foi fechada neste mês de março. O pastor líder, Fabiano Zettel, foi preso pela Polícia Federal em uma operação envolvendo o banco. Segun...